quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A Historia Dos Video Games Pt 1.


asce a idéia dos jogos eletrônicos
A História dos VideogamesHoje em dia eles são muito populares, e é difícil quem não goste deles. Mesmo quem diz que não sabe ou não consegue jogar, muitas vezes pára em frente à TV para simplesmente observar outra pessoa jogando, e inevitavelmente fica maravilhado.
Pouca gente sabe, em especial os mais novos, que os videogames têm uma longa história, com altos e baixos, seja de mercado ou de qualidade dos jogos apresentados. Porém, quem tem por volta dos trinta anos hoje em dia, já tem uma leve noção do quão longeva é essa paixão pelos jogos eletrônicos, mesmo com Brasil não tendo toda a enormidade de lançamentos que o mercado exterior teve.
E é isso que vamos retratar aqui no Zine Acesso, começando nesta primeira parte: vamos fazer uma viagem pelo tempo, desde a criação da idéia até o surgimento dos atuais videogames, mostrando o que de mais importante aconteceu em todo esse enorme período (sim, porque a lista é enorme, e se fôssemos nos ater a tudo detalhadamente, demoraríamos uma eternidade para terminar). Mas podem ficar tranqüilos, os “grandes astros” desta história serão bem citados, especialmente os que ficaram no gosto e na saudade de nós brasileiros!
E antes mesmo de começarmos a história propriamente dita, essa vai em especial para os mais novos: se hoje em dia jogamos Resident EvilGod of WarTomb RaiderFinal Fantasy ou Grand Theft Auto é porque o mercado de videogames foi salvo nos anos oitenta por um pequeno encanador italiano bigodudo. É isso mesmo, dá pra acreditar? Se não fosse o Mario, não existiriam videogames nos dias atuais!
Bem, então vamos lá: tudo começou nos anos cinqüenta nos EUA, onde o físico Willy Higinbotham criou um joguinho simples num osciloscópio, em que uma bolinha podia ser rebatida de um lado para outro, como se fosse em um jogo de tênis. Batizando-o de Tennis Programming, ele jamais o patenteou, pois nunca vislumbrou o potencial de sua criação.
Spacewar, um dos primeiros games criado pelo MIT
Spacewar
Em 1961, porém, Steve Russell e alguns amigos criamSpacewar! no Massachusetts Institute of Technology (MIT), um jogo de espaçonave que utilizando conceitos reais de física como vetores e gravidade, tornou-se um tremendo sucesso no MIT, fosse para os funcionários ou para os visitantes. Fato interessante: ainda hoje há muita controvérsia sobre o verdadeiro inventor do videogame. Para muitos foi Wily Higinbotham, mas para tantos outros, como sua invenção foi feita em um osciloscópio e não em um computador, além de não ter sido patenteada, Steve Russell é quem seria o verdadeiro “pai” dos videogames. Controvérsias à parte, graças à imaginação destes dois homens inúmeras pessoas puderam se divertir horas a fio, e cabe realmente a eles uma menção honrosa por seu pioneirismo.
Brown Box, criado por Ralph Baer
Brown Box
De qualquer maneira, ninguém ainda tinha realmente ganhado dinheiro com esta invenção, até que em 1968,Ralph Baer cria uma novidade: o console de videogame, aparelho que permitiria à pessoa jogar na TV de sua própria casa. Patenteando sua idéia e batizando seu protótipo de “Brown Box”, ele a oferece a várias empresas de aparelhos eletrônicos, e firmando contrato com aMagnavox, faz chegar às lojas norte-americanas o Odyssey 100, o primeiro console de videogame da história!
Odyssey 100, da Magnavox
Odyssey 100
Odyssey 100 na verdade era muito simples: com apenas 12 jogos diferentes, vinha com folhas de papel para se anotar os placares (!) e cartões plásticos para colocar na tela, com a função de simular os cenários (campos de tênis, hóquei e futebol americano, por exemplo). O videogame de início vendeu bem, mas como não apresentava mais nada de novo, foi perdendo o interesse do público. As coisas pareciam meio sem saída para os videogames, até que surgiu em cena Nolan Bushnell, aquele que seria o futuro fundador da Atari!
Nolan Bushnell e a Atari
Propaganda do Computer Space
Computer Space
Nolan Bushnell, ainda estudante de engenharia eletrônica, em 1962 jogou Spacewar! no MIT, e ficou maravilhado. Ao se formar, em 1969, decidiu então investir seu gênio inventivo naquela nova forma de entretenimento, e já em 1971 ele adapta Spacewar! para uma “versão fliperama”, batizando-o de “Computer Space” (segundo diz a lenda, Bushnell teria transformado o quarto da filha em uma oficina, a fim de trabalhar neste projeto). Apesar de cara, a invenção foi um sucesso, e Computer Space goza até hoje do título de “primeiro arcade do mundo”.
Pong Arcade
Pong Arcade
Mas Nolan Bushnell não estava satisfeito, e em 1972 funda uma empresa para criar unicamente jogos eletrônicos, a Atari! Já de início a jovem empresa lança um novo arcade, PONG, uma espécie de pingue-pongue eletrônico que instantaneamente se tornou uma febre entre os norte-americanos.
Vislumbrando todo o potencial de suas criações, Bushnell, assim como Ralph Baer, também decide que é hora das pessoas jogarem no conforto de suas casas, e em 1974 a Atari lança o Home Pong, seu primeiro console caseiro.
Home Pong
Home Pong
O console na verdade só tinha esse jogo, e por aquelas razões inexplicáveis do destino, vendeu como água, ao contrário do Odyssey 100, que tinha 12 jogos (tudo bem que no Home Pong ninguém precisava colocar cartões plásticos na tela da TV). Seja como for, esse console deixou Bushnell milionário, e permitiu à Atari investir nos seus novos e ambiciosos projetos.
Várias outras empresas até tentaram, em vão, abocanhar uma fatia deste novo e promissor mercado de diversões eletrônicas, lançando os mais variados consoles, mas para elas tudo cairia por terra com a chegada da mais famosa criação de Nolan Bushnell, o Atari 2600!
Em 1976, a Warner Communications compra a Atari de Bushnell, que imaginava que se não o fizesse não teria como competir com outras empresas grandes. Essa ação permitiu então o lançamento do Atari Video Computer System (VCS), que logo mudou seu nome para sua forma famosa (Atari 2600), o videogame que inaugurou a 2ª geração de consoles.
Utilizando o aspecto de troca de cartuchos (coisa que até que não era novidade, outro videogame anterior, o Fairchild Channel F já tinha criado essa inovação), o Atari 2600 não vendeu bem no início, o que ocasionou a ruptura de Bushnell com a Warner. Mas com uma maciça estratégia de marketing, e com o apoio de diversas softhouses produzindo inúmeros jogos para a plataforma, o videogame rapidamente se tornou uma verdadeira mania nacional.
Atari 2006
Atari 2600
Mas nem tudo seriam flores para o console: seguindo por esse caminho, a Atari logo descobriria que estava matando seu próprio videogame.
Erros da Atari, console no Brasil e seus jogos
Todos vimos anteriormente a importância de Nolan Bushnell para a história do entretenimento eletrônico. Ele não apenas aprimorou um gênero de diversão que ainda engatinhava, como também o revolucionou: todo mundo quis ter um Atari 2600! Vimos também que por ainda julgar sua empresa pequena e sem competitividade, ele a vendeu à Warner Communications, que empreendeu uma feroz publicidade para o console, fazendo suas vendas e a de seus cartuchos atingirem números nunca antes imaginados.
Adventure
Adventure
Bobby is Going Home
Bobby is Going Home
Decathlon
Decathlon
H.E.R.O.
H.E.R.O.
Pitfall
Pitfall
Com esta estratégia, no início dos anos 80 houve uma enxurrada de jogos lançados para a plataforma, e que hoje figuram entre seus clássicos: Adventure (o precursor dos RPGs atuais), Bobby is Going HomeDecathlon (que quebrou inúmeros controles da criançada que tentava bater os recordes), Enduro (famoso por seu desafio), Freeway, Frogger (estes dois conhecidos por levar a galinha e o sapinho ao outro lado da rua, respectivamente), H.E.R.O.(lançado quase no fim da vida do console, mas considerado por muitos o melhor título dele), Keystone Kapers (aqui no Brasil conhecido como “Pega Ladrão” ou “Ladrão de Supermercado”), Moon PatrolPac-Man(mascote da Namco), Pitfall (até hoje a “menina dos olhos” da Activision), River RaidSeaquest e Space Invaders, só para citar alguns (a lista é extensa, nem daria para citar todos, mas com certeza cada um tem aquele seu jogo preferido guardado na memória). Isso sem falar emDonkey Kong e Mario Bros., estreantes no mundo dos games por uma ainda desconhecida Nintendo, empresa japonesa que até então fazia apenas selos e cartas de baralho…
Só que por incentivar esta produção em massa de jogos para seu console, a Atari acabou dando um “tiro no próprio pé”: ao mesmo tempo em que eram lançados bons títulos, um número ainda maior de jogos horríveis e medíocres também chegava às lojas, comprometendo a credibilidade não apenas do Atari 2600, mas também da própria indústria de videogames. Isso sem contar que nesta época, os computadores domésticos já estavam se popularizando, e as pessoas preferiam um aparelho que as permitisse não apenas jogar, mas realizar várias outras funções.
E não deu outra: em 1984, sete anos após seu lançamento, o Atari 2600 afundou, levando todo o mercado de entretenimento eletrônico com ele. Se antes todo mundo queria tê-lo, agora ninguém mais queria saber de videogames… Esse episódio foi tão importante que ficou conhecido como o “crash dos videogames”, e todo aquele que trabalha neste ramo treme de medo só de lembrar deste período.
Já aqui no Brasil, como o Atari 2600 chegou oficialmente depois, os efeitos desta crise mal foram observados. Na época, vigorava aqui a lei de “Reserva de Mercado”, que entre outras coisas, proibía a importação direta de vários produtos, entre eles automóveis, brinquedos, e componentes eletrônicos: ou seja, para ser comercializado no Brasil, determinado produto deveria ser produzido por uma empresa nacional e ser submetido à aprovação, para saber quais partes suas eram nacionais e quais eram importadas (isso acabou no governo Collor, o que levou à falência várias empresas daqui).
Odyssey
Odyssey
Os brasileiros na verdade já conheciam videogames desde 1977: a Philcochegou a lançar oTele-Jogo(um dos “clones” do Home Pong lançados nos EUA), aPhilips oOdyssey, e desde 1981 já havia os “genéricos” do Atari 2600 por aqui (Top Game da Bit Eletrônica, futuraMilmarDactari da Sayfi e Dynavision da Dynacom).
O Atari 2600 só foi lançado por aqui em agosto de 1983 pela Polivox (pertencente ao grupo Gradiente), que firmara contrato com a Atari Corporation dos EUA, contando com 28 jogos disponíveis. Com todas essas opções, o que era esperado pelos empresários e comerciantes aconteceu: o Natal de 1983 foi o Natal dos videogames! E 1984 foi um ano ainda melhor, com o lançamento de mais cartuchos e mais dois consoles, o Supergame VG-2800 da CCE e o Dismac VJ-9000 da própria Dismac. Lógico que a Polivox não gostou disso, e tratou de maldizer os outros consoles em suas propagandas (chegou até a dizer que os cartuchos dos outros danificavam o Atari 2600).
Enduro
Enduro
Pac-Man
Pac-Man
Mario Bros
Mario Bros.
Donkey Kong
Donkey Kong                     







































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































 A salvação vinda do oriente
 em 1984 houve o crash dos videogames nos EUA encabeçado pelo Atari 2600, que o levou, bem como a vários outros para uma queda vertiginosa de vendas e interesse do público: no período em que o console da Atari reinou absoluto, houve a tentativa de muitas empresas para tentar abocanhar uma fatia do mercado dele (IntellivisionArcadia 2001) ou até suplantá-lo, como foi o caso do Colecovision, ótimo videogame e que inaugurou a 3ª geração de consoles, pois era superior ao Atari 2600. A própria Atari até tentou de novo ao lançar mais um console, o Atari 5200para competir com o Colecovision, e a GCE/Milton Bradley lançou o Vectrex, que era inovador por usar gráficos vetoriais ao invés de pixels como todos os outros, mas o crash de 1984 caiu como uma bomba sobre todos, enterrando-os definitivamente e encerrando também a curtíssima 3ª geração.
MSX
MSX
Só que enquanto as coisas iam mal nos EUA, no Japão a história tomava um rumo diferente: em 1983, a ainda pequena Microsoft e a japonesa Ascii criaram o padrãoMSX, com a idéia de criar um computador barato e acessível a todos, e é claro, com a possibilidade de jogar videogames! A Konami, por exemplo, produziu vários jogos para a plataforma, e títulos que hoje são famosíssimos, como “Castlevania” (na época “Vampire Killer”) e “Metal Gear Solid” nasceram no MSX antes de migrarem para os consoles. Começava assim a introdução dos japoneses ao mercado de entretenimento eletrônico, terreno que dominariam nos anos que viriam a seguir.
Famicom
Famicom
Habitualmente, em tom de brincadeira, diz-se que os japoneses não inventam muitas coisas, eles na verdade melhoram as invenções dos outros. Com os videogames não foi diferente, e em julho de 1983, a salvação dos consoles caseiros finalmente foi lançada: a Nintendo, antiga fabricante de cartas de baralho e selos, lança oFamicom (junção do termo “Family Computer”). Ele, com seu genial “Super Mario Bros.”, lançado unicamente para o mercado interno, fascinou os japoneses instantaneamente, sendo campeão de vendas no país antes mesmo do crash nos EUA.
A empresa, vendo o sucesso de seu console, decidiu lançá-lo em terras norte-americanas, e de início tentou vender o licenciamento de seu videogame à Atari, que tomando uma das decisões mais infelizes da história, recusou a oferta.
NES - Nintendo Entertainment System
NES – Nintendo Entertainment System
Ao receber essa decisão da empresa norte-americana, a Nintendo decidiu lançá-lo por meios próprios nos EUA, não sem dificuldades: inicialmente, os lojistas acharam o visual do Famicom ridículo, por se parecer demais com um brinquedo e não com um videogame, e, com isso, o console foi redesenhado para se parecer mais com um aparelho eletrônico, ganhando então o nome de NES(Nintendo Entertainment System). Foi assim que surgiu a diferenciação dos cartuchos também, já que o Famicom aceitava o padrão japonês, de 60 pinos de encaixe, e o NES aceitava o padrão americano, de 72 pinos.
Super Mario Bros. - NES
Super Mario Bros.
Além disso, a Nintendo aceitou a humilhante cláusula contratual de que iria comprar de volta todos os consoles que encalhassem nas lojas, já que as grandes redes de lojas de departamentos norte-americanas temiam um novo fracasso. E assim, em outubro de 1985, unido a mais dois acessórios inúteis por exigência dos lojistas, a Power Glove e o R.O.B. (um robozinho que “jogava”), o NES foi lançado na terra do Tio Sam.
E não deu outra: o videogame foi o maior sucesso! Popularizou-se tão rápido que de cada 3 lares americanos, 1 tinha um NES!
Lógico que o console não se mantinha apenas por sua capacidade. Aliado à inteligentíssima estratégia de marketing, que estimulava o desejo de todos, os jogos desenvolvidos para a plataforma eram fenomenais, a começar pela diferenciação básica: além de serem bem feitos, eles agora tinham enredo e um fim, novidade até então.
Além disso, a Nintendo firmara contrato com várias softhouses, como CapcomKonamiSquareNamco,Taito, entre outras. Somado a isso, a própria empresa desenvolvia seus jogos também, como “Metroid”, “Super Mario Bros.” – primeira criação e mascote da empresa – e “The Legend of Zelda”, todas criações do gênio Shigeru Miyamoto, tido até hoje como o maior designer de games de todos os tempos.
Legend of Zelda
Legend of Zelda
Com tudo isso, o NES foi líder absoluto de vendas e preferência dos jogadores, sendo o console mais vendido do mundo por vários anos, perdendo esse posto apenas para o portátil Gameboy, da própria Nintendo, e para oPlayStation, da Sony. Mesmo assim, ele detém alguns recordes imbatíveis até hoje, como possuir o jogo mais vendido da história – “Super Mario Bros. 3”, com 17 milhões de cópias – e ser o mais longevo: a Nintendo americana lançou o NES 2 em 1993, dando suporte à plataforma até 1995, enquanto a Nintendo japonesa produziu o Famicom até 2003, dando ao console uma vida útil de 20 anos, marca realmente impressionante.
Sendo assim, o resto é história: o NES dominou 90% do mercado de videogames da era dos 8 bits (4ª geração), e só perdeu essa colocação quando surgiram os videogames de 16 bits, Mega Drive e Super Famicom(Genesis e Super NES nos EUA, respectivamente).    





Jogos famosos do NES e sua vinda ao Brasil
Como pudemos observar anteriormente, o Famicom/NES salvou a indústria de videogames. Não apenas fez isso, como também criou a base na qual se sustentaria todo um novo mercado, ou seja, as pessoas voltaram a gostar de videogames, situação mantida até hoje.
Mega Man no NES
Mega Man
E boa parte desse sucesso, sem dúvida, foi devido aos seus jogos. Hoje verdadeiros clássicos e até alçados à alcunha de “cult”, dão saudade a qualquer um que já os tenha jogado, e vários se tornaram franquias famosíssimas, figurando até hoje entre os consoles de última geração. Este é o caso das séries CastlevaniaMega ManNinja GaidenMetroidThe Legend of ZeldaFinal FantasyDragon QuestTeenage Mutant Ninja Turtles eSuper Mario Bros., só para citar algumas.
Mega Man no NES
Double Dragon
Além disso, há títulos inesquecíveis que marcaram a “Era NES”, e só de ouvir alguma música deles ou ver alguma imagem já dá a todos um sentimento de nostalgia, como 1942, Double DragonKid IcarusGradiusRobocopYo! Noid eContra.
Com toda esta popularidade, no entanto, o NES acabou tornando-se também o videogame mais clonado da história. Esses clones na verdade eram produzidos por empresas que jamais pediram qualquer autorização ou licença à Nintendo para lançarem consoles compatíveis com o NES ou o Famicom, sendo, em suma, todos piratas.
E no Brasil não foi diferente: os clones do NES, padrão americano com 72 pinos, foram produzidos pelaDismac com seu Bit System (com seu design totalmente idêntico ao do NES), pela Gradiente com oPhantom System e pela Milmar e seu Hi-Top Game. Já os clones do Famicom, padrão japonês com 60 pinos, foram comercializados pela CCE, com o Top Game VG-8000, pela Dynacom e seu Dynavision II, e pela IBTC, com o Super Charger (cópia idêntica do Famicom também, apenas com cores diferentes).
Algumas empresas foram até mais longe, lançando inclusive cartuchos (muitas vezes trocando os nomes originais dos jogos), e também inovadoras, produzindo consoles que eram compatíveis tanto com o sistema americano quanto com o japonês. Foi o caso do Top Game VG-9000 e seu sucessor, Turbo Game, da CCE e do Dynavision III da Dynacom.
Esses clones nacionais chegaram ao mercado a partir de 1989, e foram um tremendo sucesso também, sendo os mais famosos o Top Game VG-8000 e o Phantom System. Uma curiosidade interessante a respeito deste último é que a Gradiente, na época, estava interessada em licenciar o Atari 7800, mas desistiu em cima da hora devido ao fraco desempenho em vendas do console nos EUA; lançou então um clone do NES, mas com uma aparência totalmente decalcada do console da Atari. E isso sem contar seus joysticks, idênticos ao do Mega Drive.
Phanton System
Outro fato digno de nota é que até hoje são comercializados esses clones no Brasil, como por exemplo oSuper Dynavision III e o PolyStation (console que copiou a aparência do PlayStation).
A Nintendo só foi oficialmente licenciada no Brasil em 1993, pela Playtronic (união entre a Gradiente e aEstrela). Aí sim, finalmente os consumidores podiam comprar produtos com o famoso “Selo de Qualidade Nintendo”.
O NES oficial da Playtronic, porém, não fez tanto sucesso já que chegou tardiamente ao mercado – área que os clones dominavam desde 1989 – e pelo fato de que em 1993 os consoles de 16 bits já imperavam. Os outros produtos da empresa, no entanto, venderam muito bem, como o Super NES, o Gameboy e posteriormente o Nintendo 64. Mas infelizmente em 2003, por decisão da própria Gradiente, a parceria da Playtronic foi encerrada, finalizando uma era que sob muitos aspectos, foi áurea para os consumidores e gamemaníacos: foi o período em que mais havia produtos licenciados no Brasil, fosse pela Playtronic ou pela Tec Toy (licenciada da SEGA). 
Na 2ª parte, a chegada da primeira concorrente de verdade da Nintendo, inaugurando a época da “guerra dos videogames”. Vejo vocês lá!           


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